As toalhas na mesa, as velas prontas para serem acessas. O desamor no peito, a escuridão que rompe meu ser, que esconde os abismos mundanos das paixões de outrora. O jantar esta na mesa, é o que escuto a relembrar de outrora, mas o amor o nosso amor passou. Passou feito raio, passou feito o tempo batendo na tua janela de madrugada a gritar meu nome, você fingindo não perceber. Pela última vez, eu imploro talvez, pela última vez separei nossa bebida, a roupa florida, tua toalha. Minha imaginação se perde pelos labirintos, meu olhar triste se perde nas pegadas que já não existem, quando você saia do banho enrolada na velha toalha florida. Tudo confuso, tudo embolado, o presente com o passado, a julgar que você não passou de um devaneio, uma paixão de verão. Lhe acompanhei até aonde foi possível, fiz o que pude, mas lhe perdi. O que me resta é essa escrita em forma de lamento embaralhada nos confins de minha imaginação. É esse lamentar, é esse não querer longe de você.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário