quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Às vezes o que se tem para fazer é beber - esquecer os desatinos, esconder o pranto, na velha face sofrida de outrora. É o que fiz. Há tempos não entrava naquele buteco, pra ser sincero é o melhor boteco do mundo. Tive é verdade alguns problemas com ele depois de anos ali, semanalmente ou diariamente falando. Hoje não foi diferente. Queria beber num lugar calmo, aqueles que é possível bater um papo, esquecer as dores e amores mundanos. Ali é o melhor lugar. Deixei é fato de lado as amarguras, dei um pulo lá. Antes é fato de chegar na espelunca, dei de cara com alguns meninos jogando bola na rua, reclamando da bola mal passada, do gol perdido. Vizinhas batendo papo nas calçadas. alguns bebuns tomando suas cervejas sentado na calçada olhando o jogo na rua. Confesso que me emocionei, meus olhos marejados, deu glória por morar na periféria, por ter essas coisas. Mas esse assunto é pauta para outro texto. É fato que necessitava de um porre, que necessitava sentar ali, naquele canto, esquecer-te por um minuto, esquecer os lábios que ainda não beijei, que lamento a distância. Dei uma pausa nos meus sentimentos e pensamentos, por um momento não queria lembrar de ti. Mas não foi possível. Confesso que o meu coração bate acelerado quando lembro de você, lá na boêmia, você não me viu - nem tão menos imaginou, mas bebo pelas beradas a lembrar de você, a lembrar da tua fala. Sei que nessas bandas que você vive, não se lembra de mim e quem se lembra? Ninguém. Mas o meu lamento vem em forma de samba, vem em versos. Então quero que se foda o resto, quero que se dane tudo, quero aqui neste momento curtir a fossa, o samba, o porre, e a tua saudade.

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