sábado, 6 de fevereiro de 2010

Recordando tempos atrás, me vi naquele menino ali sentado naquela esquina, vendendo picolés. O que posso dizer é que sempre fui um batalhador, desde de sempre corri atrás um lugar ao sol. Vendia picolé quando era menino, para comprar as minhas coisas de menino - não me interessava se os meninos da rua zombavam quando me via com a caixinha de isopor pendurada no braço o que interessava era o dinheirinho que ganhava no fim do dia. Hoje aquele menino me olhou de um jeito estranho, vi nos olhos deles o meu passado. Aproximei dele, ele soltou um sorriso. Perguntei para ele o porque ele vendia picolé, ele com olhos tristes, disse que era para ajudar no sustento de sua família. Comprei alguns picolés, chamei-o para ir comigo comer um lanche. Vi o sorriso alegre dele, esperando o x-salada na padaria, tomando coca-cola. A melhor companhia que tive na semana. Meus olhos marejados vendo aquele menino ali ao meu lado - anos se passaram, a batalha que tive e terei pela frente. Ficamos ali, ele saboreando o lanche dele e eu perdido na imensidão de lembranças que brotava a todo instante. Depois nos despedimos ele ainda gritou:

- Tio você é o cara, valeu pelo lanche, nos encontramos novamente um dia.

Confesso que voltei para a minha casa emocionado, com a sacolinha do extra com dez picolés, acreditando que de certa forma mesmo achando errado ele ali vendendo sorventes enquanto poderia estar estudando, acreditando que pelo o menos ele terá o pão na mesa, ele terá o sorriso no rosto ao chegar em casa dizendo que vendeu um carrinho de sorvetes. Valeu meu caro amigo.

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