É verdade que este meu coração suburbano de vez enquando vacila. É verdade que na verdade eu quero que se phoda o mundo, pois a minha sede é grande e quero apenas beber. É verdade que o meu lar é o butequim, é verdade que gostaria de cantar ao pé do teu ouvido o samba do Martinho da Vila: vem logo, vem curar teu nego que chegou de porre lá da boêmia. É verdade que bebi os mares, esqueci os lares - me perdi nas esquinas, sentei no banco da praça ouvindo a solidão noturna. É verdade que não lhe esqueço talvez eu te ame, mas me falta coragem para assumir tudo isso, você sabe que foram às vezes que lh disse o quanto te amo. Quero aqui simplesmente lhe dizer: te amo, porra! não me deixe assim perdido nos caminhos que exalam teu perfume, pois o meu conhaque é pouco para tanta agonia, vem logo vem curar teu nego que chegou de porre la da boêmia.
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