Você pede-me uns textos diz que sente falta deles, eu respondo que outras meninas levaram de mim. Busco a inspiração num gole e num trago me perco. Os versos não vem, o coração cansado de tanta saudade bate no descompasso de um samba-canção. Samba que me trás um alento, na madrugada vazia e silenciosa - paro debaixo de um poste iluminado, procuro na carteira o teu retrato, olho, enxergo, uma nostalgia invade o meu peito, a bebida faz o meu olhar se perder na escuridão do passado. Vejo naquele retrato 3x4 o seu olhar, o seu sorriso, sinto que faz tempo que não escuto a tua voz, que sinto seu perfume. Saudade ofusca o meu olhar, parece que tudo que eu vejo você esta presente. Nas linhas que leio, na canção que escuto, na cachaça do dia-a-dia você esta presente. O meu coração vulgar não permite me aproximar de você. Lembro de quando me disse para te esquecer, confesso que tudo que eu quero na vida é esquecer o que a vida insiste em lembrar. Não quero de jeito algum contrariar você, permaneço aqui no mesmo lugar, no mesmo local, não mudei nada, a barba continua grande, as sandálias continua nos meus pés, as dores no mesmo lugar. Procuro uma brecha para te esquecer, querendo lembrar que nos meus abraços outros abraços insistem em apagar os meus. Os beijos que hoje toca os seus lábios não são os meus, os dedos que tocam sua pele não são os meus. A distância aumenta, pergunto para nossos amigos incomuns por onde você anda, eles me dizem que você noivou, que em breve pretende se casar, que anda com os papos de mudar de cidade. Notícia que me trás um pouco de alegria queria de fato não te ver mais, queria guardar você assim, como foi ao meu lado, uma menina. Menina do olhar brilhante, menina que ficava ali sentada ao meu lado, lendo os meus versos, apagando frases, me dando rimas para a vida. Hoje quero te dizer uma coisa, foi bom, confesso que foi. Mais jamais encontrará outro que te amará do jeito que eu te amei, e nas entrelinhas da vida sentirá que aquele que deixou faz falta, e eu talvez aqui não estarei mais, com a disposição de lhe amar, do jeito que desejei no passado. Fico aqui com o meu silêncio sentado na madrugada em busca de alguma coisa que me traga alegria para continuar e força para não desanimar.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DOS AMORES
Você pede-me uns textos diz que sente falta deles, eu respondo que outras meninas levaram de mim. Busco a inspiração num gole e num trago me perco. Os versos não vem, o coração cansado de tanta saudade bate no descompasso de um samba-canção. Samba que me trás um alento, na madrugada vazia e silenciosa - paro debaixo de um poste iluminado, procuro na carteira o teu retrato, olho, enxergo, uma nostalgia invade o meu peito, a bebida faz o meu olhar se perder na escuridão do passado. Vejo naquele retrato 3x4 o seu olhar, o seu sorriso, sinto que faz tempo que não escuto a tua voz, que sinto seu perfume. Saudade ofusca o meu olhar, parece que tudo que eu vejo você esta presente. Nas linhas que leio, na canção que escuto, na cachaça do dia-a-dia você esta presente. O meu coração vulgar não permite me aproximar de você. Lembro de quando me disse para te esquecer, confesso que tudo que eu quero na vida é esquecer o que a vida insiste em lembrar. Não quero de jeito algum contrariar você, permaneço aqui no mesmo lugar, no mesmo local, não mudei nada, a barba continua grande, as sandálias continua nos meus pés, as dores no mesmo lugar. Procuro uma brecha para te esquecer, querendo lembrar que nos meus abraços outros abraços insistem em apagar os meus. Os beijos que hoje toca os seus lábios não são os meus, os dedos que tocam sua pele não são os meus. A distância aumenta, pergunto para nossos amigos incomuns por onde você anda, eles me dizem que você noivou, que em breve pretende se casar, que anda com os papos de mudar de cidade. Notícia que me trás um pouco de alegria queria de fato não te ver mais, queria guardar você assim, como foi ao meu lado, uma menina. Menina do olhar brilhante, menina que ficava ali sentada ao meu lado, lendo os meus versos, apagando frases, me dando rimas para a vida. Hoje quero te dizer uma coisa, foi bom, confesso que foi. Mais jamais encontrará outro que te amará do jeito que eu te amei, e nas entrelinhas da vida sentirá que aquele que deixou faz falta, e eu talvez aqui não estarei mais, com a disposição de lhe amar, do jeito que desejei no passado. Fico aqui com o meu silêncio sentado na madrugada em busca de alguma coisa que me traga alegria para continuar e força para não desanimar.
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