sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Poderia ficar aqui colocando adjetivos para tentar definir o poeta, mas não farei, pois não é preciso. Ele por ele já define, o maior compositor vivo na minha modesta opinião. Poeta que mudou o rumo da minha vida. Nesta noite tão singular, o que me restou é o consolo de abrir a primeira cerveja do dia, em tua homenagem, para tudo aquilo que fez e fará para a música brasileira, teu nome Paulo César Pinheiro.

Pesadelo

Quando o muro separa uma ponte une
Se a vingança encara o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta
E se a força é tua ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós, olha aí

Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco
Vamos por aí eu e meu cachorro
Olha um verso, olha o outro
Olha o velho, olha o moço chegando
Que medo você tem de nós, olha aí

O muro caiu, olha a ponte
Da liberdade guardiã
O braço do Cristo, horizonte
Abraça o dia de amanhã, olha aí.

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